domingo, 7 de dezembro de 2014

VEÍCULOS SEMINOVOS ESTÃO EM ALTA NO MERCADO





O mercado de veículos usados deve fechar o ano com crescimento de 6% em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, as vendas de veículos zero quilômetro devem fechar o ano com retração de 7% segundo estimativas da Fenabrave. Os consumidores apontam que o maior motivo para desistir de comprar um carro novo não é o crédito, uma vez que ele está disponível também para os seminovos e usados, mas sim pela alta nos preços nas concessionárias.
Com inflação acelerada e obrigatoriedade de equipamentos como freios ABS e airbags o preço dos carros novos cresceu ao longo de 2014, o que levou o consumidor a buscar modelos usados que sofrem desvalorização mas oferecem uma alternativa mais econômica para trocar de carro sem investir tanto. “Nos últimos dois anos o mercado de seminovos voltou a crescer e ganha cada vez mais força entre os consumidores que preferem desembolsar menos e ter um carro mais completo”, afirmou Eduardo Ribeiro dos Santos, diretor da Matel Produções, empresa que promove os Feirões Auto Show em São Paulo, Santo André e também em Belo Horizonte/MG.
Outro motivo que torna o carro usado mais atrativo, além da maior oferta de equipamentos, é a desvalorização que gira em torno de 20% no primeiro ano de aquisição do carro novo. Um carro com dois anos de uso tem preço em geral 30% mais baixo que o mesmo modelo na concessionária. Com a oferta da garantia ampliada, hoje de três a cinco anos conforme o modelo, um carro com dois anos de uso ainda tem um ano ou até três anos de garantia, o que tranquiliza o consumidor. No entanto, antes de comprar é preciso verificar o histórico de manutenção do carro e ver se as revisões foram feitas dentro do prazo de garantia e numa concessionária da marca.
Zero Km cada vez mais caro
A inflação do carro zero levou todas as montadoras a reajustar seus preços. Na Ford, em julho, setembro e novamente em novembro o preço-tabela dos carros da montadora sofreu reajuste. A Renault também subiu os preços do Logan e Sandero em setembro, justificando a chegada dos novos modelos ao mercado. Em outubro a Chevrolet também reajustou os valores da linha Ônix e Prisma – um dos modelos mais vendidos do país. A Volkswagen fez aumentos discretos ao longo do ano separando os reajustes por linha e o compacto Fox que ganhou espaço com o fim do veterano Polo, chega a ter preço de R$ 62,2 mil na versão Highline iMotion. Com vendas em alta a Hyundai reajustou os preços do HB20 em novembro, e também em toda a linha de sedans e utilitários esportivos. A Santa Fé V6 3.3 5 lugares passou de R$ 142.900 para R$ 145 mil, enquanto sua versão de 7 passageiros (Grand Santa Fé) passou de R$ 161.900 para R$ 175.900.
Só em novembro a queda chegou a 4,84% nas vendas de veículos novos. Ao todo, foram comercializadas 420.961 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, contra as 442.364 unidades em outubro. Se comparado com novembro do ano passado (440.223 unidades), a queda foi de 4,38%. No acumulado do ano, a retração de todos os segmentos somados foi de 7,36%, na comparação com o mesmo período de 2013.

Fonte: Guilherme Magna 
C4 comunicação - Camargo Comm Comunicação Corporativa

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