terça-feira, 16 de dezembro de 2014

FÁTIMA TRANSPORTES E LOGÍSTICA APOSTA NA ESPECIALIZAÇÃO EM CARGAS ESPECIAIS E DEDICADAS



Por: Wagner Oliveira
O nome dá a entender que os fundadores eram portugueses, mas a Fátima Transporte e Logística nasceu da iniciativa de pioneiros italianos. A origem da família é de Treviso (norte da Itália), de onde vieram no início do século 20 Giovanni e Maria Pilati Paschoalin e Joseph e Luiza Bassi Pancotti para o interior de Minas Gerais. A partir deles, a família vem ampliando os negócios no estado e no Brasil.
Atualmente, a Fátima é uma das empresas que compõem o Grupo Paschoalin, que atua em vários segmentos da economia. “Buscamos consolidar nossa posição no transporte com uma atuação bem focada, baseada em conceitos modernos de administração, equipe treinada e uma moderna frota”, disse Frederico Arantes Paschoalin, diretor comercial e operacional da Fátima Transporte e Logística.
O braço do transporte é que deu vida ao grupo. A história no setor começa com um caminhão em 1956. Seis anos depois é criada a Fátima, empresa que iniciou suas atividades em Novembro de 1962, em Juiz de Fora-MG.
O foco da empresa era o transporte de produtos perigosos derivados de petróleo. Em 1999, entrou no seguimento de transporte de gases criogênicos. Em 2011, a empresa passou por uma reestruturação administrativa e operacional, a fim de prospectar novos nichos de mercado, com a inclusão das operações de Báscula e Silo. O foco do operador está na especialização de soluções de transporte para o perfil de granéis líquidos (tanques) e graneis sólidos (caçambas). 
Para atuar nesses segmentos, o pessoal da Fátima precisa de constante capacitação. A frota de mais de 300 veículos é bastante atualizada, com idade média de três anos e meio. “Nosso segmento requer especialização para mantermos a confiança do cliente e competitividade dos serviços”, reforçou o diretor comercial da empresa.
Com a governança interna voltada para a satisfação do cliente, o pessoal da Fátima se esforça para cumprir a risca o prazo de entrega das cargas, a qualidade do serviço contratado, além de não descuidar dos respeito às normas, disposição e cordialidade no atendimento aos clientes.
De acordo com Frederico, que cobra compromisso dos seus colaboradores, a empresa também não abre mão dos princípios do desenvolvimento do ser humano, do gerenciamento participativo, da disseminação da informação interna para atingir suas metas. Em razão da natureza dos segmentos atendidos, a Fátima obedece ao SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade), método de avaliação criado e exigido pela Associação Brasileira de Indústrias Químicas (Abiquim).

Com a matriz em Betim (MG), a Fátima concentra sua atuação no Sudeste, onde tem filiais em Contagem (MG), Belo Horizonte (MG), Formiga (MG), São José dos Campos (SP), Duque de Caxias (RJ), Goiânia (GO), além de Vitória da Conquista, na Bahia. A empresa presta serviços em vários nichos, como combustível claro (gasolina, etanol, diesel, biodiesel e querosene de aviação), combustíveis escuros (óleos ultraviscosos e asfalto), gases industriais (oxigênio, nitrogênio e CO2), gás natural comprimido, cimento e cal e graneis sólidos (minério, areia, brita, carvão e enxofre).  Entre os principais clientes, destacam-se a Petrobras, a Gerdau, ThyssenKrupp, Raízen e construtoras em geral.
Em razão das cargas especiais e dedicadas, segurança é um assunto muito sério para a transportadora, que tem o compromisso com a integridade física de seus colaboradores, principalmente, com aqueles que trafegam nas rodovias. Algumas normas são tão rígidas como os “Dez Mandamentos”. A velocidade dos seus caminhões é controlada a 80 km/h em pista seca e 60 km/h em pista molhada. Seus cavalos mecânicos dispõem de freios ABS e sistema EBS (antitombamento) nas carretas. Há testes de bafômetro na saída e chegada das rotas..
A empresa também realiza “diálogos semanais de segurança” e reciclagem de direção defensiva anual. Todos os veículos são rastreados. Com metas e avaliação mensal, a empresa premia os motoristas que atingem o patamar de excelência na operação. A Fátima desenvolve campanhas de conscientização, como o programa Blitz Educativa, cujos objetivos são acompanhar e orientar os motoristas (próprios e terceiros). O projeto também visa reduzir as não-conformidades na operação, estreitar a relação empresa x colaborador, além de disseminar práticas de segurança, qualidade, meio ambiente e sociais aos colaboradores em conjunto com os clientes da Fátima.
De acordo com o diretor comercial, a atividade do transporte diminuiu a intensidade no primeiro semestre em relação ao mesmo período de anos anteriores. Ele disse que a companhia conseguiu se estruturar para não sofrer com sobressaltos econômicos, evitando que a frota fique ociosa. “Procuramos remanejar nossos veículos entre nossas várias aplicações para conseguirmos o maior aproveitamento possível da nossa frota, bem como o quadro de pessoal.”, disse.
Ainda afirmou  que a Lei do Motorista vem causando dores de cabeça para os operadores na medida em que aprofunda dificuldades do transporte. Um desses “gargalos” está na operação de embarque e desembarque. “Ás vezes, um motorista fica até 50% do seu tempo ocioso a disposição do embarcador no processo de carga e descarga. Não podemos perder tanto tempo. Isso impacta diretamente na jornada permitida que o motorista tem durante o dia.”, disse ele, para quem o tempo perdido acaba causando custos demasiadamente pesados e queda na produtividade diária. Segundo ele, o problema ainda fica maior quando as empresas têm dificuldade na contratação de motoristas. “Precisamos de algumas adequações na legislação para não sufocar os operadores logísticos e de transportes, que podem sofrer bastante num futuro breve com passivos trabalhistas”, afirmou.
Ele disse que o atual momento econômico é de muita analise e cautela para as empresas, visto que por serem o elo entre produção e consumo, acabam sentindo logo os reflexos de uma menor atividade na economia. “Quando a atividade econômica está mais lenta, menos produtos e riquezas são movimentados. Precisamos de um bom planejamento para evitarmos problemas financeiros”, disse

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